Juro futuro cai em reação a índices favoráveis nos EUA

O juro futuro foi o menos atingido pela forte volatilidade que atingiu os demais segmentos de negócios nesta sexta-feira. As taxas oscilaram, acompanhando a inconstância dos preços no exterior, mas sem abandonar a trajetória de queda. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 recuou e encerrou projetando taxa de 11,62% ao ano, ante 11,69% de ontem; o DI para janeiro de 2010 terminou a 11,56% ao ano (11,64% do dia anterior) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Os mercados se beneficiaram dos resultados de alguns indicadores norte-americanos que não corroboraram a teoria de recessão nos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui os preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em fevereiro na comparação com o mês anterior, acima da projeção de analistas, de alta de 0,2%. Já o indicador de renda pessoal cresceu 0,6% em fevereiro, contra previsão de +0,3%. Os gastos com consumo pessoal aumentaram 0,6%, resultado acima do estimado de incremento de 0,3% em janeiro, ante um ganho de 0,5% registrado em janeiro. A percepção de que a economia dos EUA está aquecida foi reforçada pelo índice regional da atividade industrial na área de Chicago, mostrando um vigor acima do previsto. O índice subiu de 47,9 em fevereiro para 61,7 em março, superando por uma margem ampla a estimativa de alta para 50,0.

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