Juro futuro cai mais de 1% após BC dos EUA manter juro

O comunicado do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) agradou aos mercados domésticos, inclusive o de juros. A manutenção da taxa básica de juros do país em 5,25% ao ano já era esperada e não surpreendeu. Mas o conteúdo do comunicado trouxe alívio aos investidores. Num primeiro momento, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu ânimo ao mercado de juros, em um dia em que os demais segmentos de negócios operaram na defensiva, à espera da decisão do Fed. E as taxas operaram em leve baixa. Porém, após a divulgação dos juros norte-americanos, as principais taxas reforçaram o ritmo de baixa e fecharam com recuo de mais de 1%. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 encerrou a 11,67% ao ano, na mínima do dia, ante 11,79% de ontem. Já o DI para janeiro de 2010 terminou projetando taxa de 11,65% ao ano. Ontem, este mesmo DI registrou taxa de 11,79% no fim do dia. A nova forma de cálculo do PIB garantiu uma elevação da taxa de 2005, de 2004, de 2003, de 2002 e de 2000. O PIB de 2001 manteve-se inalterado em 1,3%. Uma primeira interpretação desses dados, que chegou a ser cogitada nas mesas de operação, é a de que, com um crescimento do PIB maior do que se imaginava, fica menor o espaço para queda dos juros no curto prazo. Mas operadores consideram esse argumento fraco. O que pode ser mais factível é a idéia de que o PIB maior reduz a relação dívida PIB e aumenta a economia que o governo fará se for mantida a meta de superávit primário, de 4,25% do PIB.

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