Juro futuro cai na abertura com IPCA dentro do previsto

Os juros futuros devem seguir na toada de queda, baseados no resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, em linha com as estimativas, e no ambiente externo tranqüilo. O IPCA subiu 0,44% ante 0,48% em dezembro. A principal fonte de pressão do indicador foi a tarifa de ônibus urbanos que, sozinha, contribuiu com 0,06 ponto porcentual do índice cheio. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) tradicionalmente o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2008, começou o dia em baixa. Às 10h14, este contrato de DI projetava taxa de 12,22% ao ano, ante 12,24% ao ano do dia anterior. Sem surpresas com a inflação, o mercado de juros deve acompanhar o movimento no exterior, onde a agenda é esvaziada, mas os sinais são de uma abertura também tranqüila nas bolsas em Nova York. Os juros também vão monitorar o comportamento do dólar hoje. A expectativa é que haja mais algum ajuste para cima da cotação, por causa da atuação do Banco Central (BC) e, portanto, o movimento do câmbio só deve pressionar os juros se a moeda subir de forma muito expressiva. Nas mesas de operação, profissionais continuam atentos ao noticiário envolvendo o presidente do BC, Henrique Meirelles. Embora essa discussão não esteja "fazendo preço", os investidores prestam atenção a declarações feitas por Meirelles ou por outros integrantes do governo, com o objetivo de saber se ele prossegue ou não no cargo. Nesta sexta-feira, Meirelles participa do Fórum Brasil 2007, em Lisboa. Na abertura do evento, o presidente do Banco Central citou o atual debate sobre o crescimento no País. Ao lado do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, Meirelles afirmou que a prioridade agora é encontrar formas para que o Brasil cresça mais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.