Juro futuro cai na BM&F, mas oscilação persiste

O mercado futuro de juros no Brasil pode ter um dia de volatilidade, apesar de um payroll com alívio em relação às expectativas. O tão aguardado indicador sobre as vagas de trabalho criadas nos Estados Unidos veio abaixo das previsões. O número de postos de trabalho criados pelas empresas nos EUA cresceu apenas 121 mil, bem longe dos 368 previstos pela consultoria ADP e também inferior à média de 160 mil a 200 mil, colhida por pesquisas feitas entre as principais agências de notícias no exterior. Entretanto, a elevação no preço do barril de petróleo, que bateu novos recordes hoje, causa preocupação nos negócios. Um dado dentro do payroll que sugere inflação futura também pode estar limitando uma reação melhor dos mercados internacionais: houve aumento de 0,48% no ganho por hora trabalhada, acima da previsão de aumento de 0,3%. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que não causava preocupação, visto que as previsões eram de deflação, veio ainda mais fraco do que o esperado: fechou o mês em -0,21%, quando os analistas apostavam em um número entre -0,20% a -0,05% (mediana em -0,15%). Os núcleos também vieram abaixo das expectativas. O IPCA pode não ser a bússola do dia para o mercado de juros - como os demais, voltado para o cenário externo - mas sem dúvida um resultado alentador do índice reforça os fundamentos positivos da economia brasileira (frente aos demais emergentes). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) registrava taxa de 14,87% ao ano. No fechamento do dia anterior esta mesma estava encerrou a 14,93% ao ano.

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