Juro futuro cede após dados fracos de trabalho nos EUA

O payroll (vagas criadas) de maio e os outros dados do relatório do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos vieram bem mais fracos do que as estimativas e isso está proporcionado uma reação positiva dos mercados neste começo de sexta-feira. Foram criadas, nos EUA, apenas 75 mil vagas na economia em maio, quando a mediana das previsões era criação de 180 mil vagas. A taxa de desemprego caiu para 4,6%, o menor nível desde julho de 2001 (a mediana das previsões era de 4,7% em maio). O juro do título do Tesouro norte-americano de 10 anos despencou até 5,0348% e às 9h40 (de Brasília) valia 5,0529%, abaixo do nível de 5,1013% praticado antes. O futuro Nasdaq-100 subia 0,83% e o Dow Jones avançava 0,47%. O dólar virou e passou a operar em baixa. No mesmo horário, caía para 112,06 ienes, enquanto o euro subia para 1,2909. No Brasil, o dólar caía na abertura e cedia mais de 1%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) GTS, o juro do depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) já abriu o dia em patamar mais baixo do que a véspera e do que o ajuste para hoje e recuava mais após o dado norte-americano. Às 10h14, estava em 15,47%, ante fechamento ontem a 15,72% (ajuste igual). Alguns operadores, no entanto, chamam a atenção para que, embora a primeira reação dos mercados seja positiva, a desaceleração forte da economia norte-americana, se continuar a ser confirmada, pode levar ao cenário apreensivo de crescimento baixo com inflação nos EUA. Mas, por enquanto, os números aliviam as pressões provocadas pelo receio de mais aperto na política monetária norte-americana.

Agencia Estado,

02 de junho de 2006 | 10h17

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