Juro futuro cede com queda da produção industrial

Segundo o IBGE, a retração de 2,1% foi a mais acentuada desde dezembro de 2008, quando o índice registrou queda de 12,2%

Márcio Rodrigues, da Agência Estado ,

31 de maio de 2011 | 16h50

A surpreendente e expressiva queda da produção industrial em abril, além do resultado fiscal em linha com o esperado, mas também positivo, gerou devolução de prêmios em quase toda a curva de juros futuros, especialmente na parte intermediária e longa. Esse quadro diminuiu a precificação associada à retomada no futuro de um processo mais firme de ajuste da taxa Selic, mas manteve as apostas de que ao menos duas elevações dos juros básicos da economia serão feitas nos próximos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A próxima reunião do Copom será na semana que vem.

Ao término da negociação normal na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato futuro de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2013 projetava taxa de 12,48% ao ano, de 12,53% no ajuste de ontem, com volume de 355.285 contratos negociados. O DI de janeiro de 2012 (366.960 contratos negociados) estava em 12,34% ao ano, de 12,35% no ajuste de ontem. Entre os vencimentos mais curtos, o DI de julho de 2011 (78.895 contratos) marcava 12,05%, nivelado ao ajuste da véspera, enquanto o DI de outubro de 2011 (215.315 contratos) situava-se em 12,25% ao ano, de 12,27% no ajuste. Nos vencimentos mais longos, o DI de janeiro de 2017 (16.435 contratos) estava em 12,29%, de 12,31%, enquanto o DI de janeiro de 2021 (8.485 contratos) cedia a 12,19%, de 12,21% no ajuste de ontem.

O desempenho da produção industrial no País em abril ficou muito distante das projeções mais pessimistas para o mês. Considerando a pesquisa do AE Projeções junto a 30 instituições financeiras, a previsão mais negativa era de recuo de 0,60%. A retração de 2,1% foi a mais acentuada desde dezembro de 2008, quando o índice registrou queda de 12,2%, segundo o IBGE. Na comparação com abril de 2010, a produção caiu 1,3%. Nesta comparação, as estimativas variavam de um recuo de 0,80% a uma alta de 1,40%, com mediana positiva de 0,60%.

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