Juro futuro dá continuidade à melhora do dia anterior

O mercado de juros dá continuidade, neste começo de dia, à melhora verificada desde ontem. As projeções das taxas de contrato de depósito interfinanceiro (DI) futuro, sobretudo nos contratos de prazos mais longos, exibem forte queda, já observada na terça-feira no pregão eletrônico ao final da tarde. O movimento está atrelado ao recuo dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries) e ao prosseguimento da queda do dólar aqui. Às 10h (horário de Brasília), o juro do título do Tesouro norte-americano de 10 anos estava em 4,9249% ao ano, baixa de 0,29%. O petróleo está em queda nesta manhã, mas continua sendo monitorado de perto, sobretudo em dia de divulgação de estoques norte-americanos às 11h30. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a projeção da taxa do DI com vencimento para janeiro de 2008 ( o mais negociado) estava em 14,64%, ante 14,72%. Mais cedo, foram divulgados dois índices domésticos de inflação referentes às primeiras prévias de abril. Ambos vieram bons. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou em -0,43%, ante -0,09% no período anterior. A deflação veio dentro do previsto por analistas. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da primeira quadrissemana do mês, de 0,03%, veio abaixo do esperado. Os dados de atividade econômica continuam animadores e, combinados com a falta de pressão inflacionária, compõem um cenário positivo. Na prévia da Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), referente ao primeiro trimestre deste ano, subiu de 9% para 16% a porcentagem dos empresários que vêem a demanda atual forte; de 20% para 25% os que a consideram boa. Mais da metade das empresas (56%) esperam crescimento da produção no segundo trimestre e também que os negócios melhorem nos próximos seis meses (54%). Segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por sua vez, o emprego industrial cresceu 0,5% em fevereiro ante janeiro e o salário pago pela indústria subiu 2,4% na mesma comparação.

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