Juro futuro de curto prazo termina o dia perto da estabilidade

Os juros futuros de curto prazo encerraram próximos da estabilidade, enquanto os vencimentos longos recuaram. Os investidores devolveram posições tomadas pela manhã, que pressionaram para cima os contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) com prazo até 2012, montadas em reação aos dados robustos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Denise Abarca, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 17h25

 

Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2011 (167.270 contratos negociados hoje) projetava taxa de 10,25% ao ano, de 10,24% no ajuste de ontem. O DI de julho de 2010 (54.965 contratos negociados) sustentava, por mais esta sessão, a taxa de 9,15% ao ano, estável. O DI de janeiro de 2012 (86.155 contratos negociados) projetava 11,40% ao ano, de 11,41% ontem. Nos mais longos, o DI de janeiro de 2014 (14.470 contratos negociados) cedia de 12,29% para 12,25% ao ano (na mínima) e o DI de janeiro de 2017 (2.850 contratos) tinha taxa de 12,68% ao ano, de 12,71% ontem.

 

A primeira etapa dos negócios foi marcada pela reação à informação do Caged de que em janeiro houve um saldo positivo de 181.419 vagas formais de trabalho no País, bem acima do recorde de 142 mil empregos de janeiro de 2008. O indicador foi lido como mais um sinal de aquecimento da economia com potencial para antecipar o ciclo de elevação da taxa Selic (juro básico da economia brasileira). Mas não chegou a alterar a aposta de que abril é o mês mais provável para o início das altas do juro básico e a pressão perdeu força no período da tarde.

 

O Caged acabou abafando, pela manhã, uma possível reação aos números de inflação benignos divulgados pela Fipe e FGV. O IPC-Fipe ficou em 1,09% na segunda quadrissemana de fevereiro, abaixo da taxa apurada na primeira quadrissemana deste mês (1,28%) e levemente acima da mediana de 1,06%. E, após seis semanas em aceleração, a inflação mensurada pelo IPC-S perdeu força. O índice subiu 1,04% até a quadrissemana finalizada em 15 de fevereiro, taxa menor do que a apurada no IPC-S imediatamente anterior, de até 7 de fevereiro (1,33%).

 

Os vencimentos longos tiveram uma manhã de alta, mas, passado o leilão de prefixados do Tesouro, houve espaço para a devolução dos prêmios.

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