Juro futuro de curto prazo volta à tendência de alta

O mercado de juros manteve o desenho da curva traçado nos últimos dias, com pressão de alta nos contratos de curto prazo e correspondente alívio nos vencimentos longos. O noticiário tanto aqui quanto no exterior deu sustentação à ideia de que o ciclo de alta na taxa básica de juros deve ser inaugurado até a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) em abril, com a salgada segunda prévia do IGP-M de fevereiro e a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ontem de elevar a taxa de redesconto dos bancos.

Denise Abarca, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 17h45

 

Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções para os contratos futuros de depósito interfinanceiro (Dis) com vencimento em janeiro de 2011 (212.430 contratos) projetava 10,27%, de 10,25% no ajuste de ontem. O DI com vencimento em julho de 2010 (117.300 contratos) estava em 9,18% (máxima), de 9,15% ontem. O DI com vencimento em janeiro de 2012 (104.295 contratos) marcava 11,40%, estável.

 

Com os mercados já fechados, o Fed anunciou ontem aumento de 0,25 ponto porcentual, para 0,75%, na taxa de redesconto dos bancos, válido a partir de hoje, como parte dos esforços para retirar os estímulos de emergência implantados durante a crise financeira. Ainda, o Fed trouxe de volta ao overnight o prazo máximo para os empréstimos na linha do redesconto, que havia sido ampliado para 30 dias em agosto de 2007.

 

De todo modo, depois de a China ter anunciado recentemente elevação dos juros dos títulos e também dos compulsórios, a medida dos EUA ontem alimenta a expectativa de que os países que têm apresentado melhora nas condições de crédito devem seguir o mesmo caminho. E, assim, ganha força a ideia de que no Brasil, o processo pode estar já na boca do forno.

 

Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o IGP-M na segunda prévia de fevereiro ficou em 1,10%, após avançar 0,51% em igual prévia de janeiro. O indicador veio exatamente no teto das estimativas dos analistas.

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