Juro futuro encerra em alta, com piora do cenário

Os juros acompanharam hoje o mercado externo e a cotação do dólar. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou projetando taxa de 14,33% ao ano. Ontem, este mesmo contrato encerrou a 14,31% ao ano. O mercado externo esteve hesitante, depois de uma semana inteira com alta nos mercados acionários. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, operou tanto no positivo quanto no negativo. Já o índice Nasdaq permaneceu no vermelho desde a abertura, por causa do balanço da Dell, que decepcionou os investidores. E o petróleo subiu em ajuste técnico, após quatro dias de fortes quedas. O único dado mais forte do dia, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (preliminar de agosto), veio ruim para a atividade, caindo para 78,7, de 84,7 em julho. Ficou abaixo das previsões, mas seu efeito - aceleração na queda das Bolsas em NY - foi momentâneo. Neste "cansaço" da festa da semana, o mercado doméstico de juros, que observou a presença de estrangeiros ao longo dos últimos dias, reduziu seu volume de negócios, mostrando hoje fraca liquidez. Colaborou ainda para a alta dos juros futuros o comportamento do mercado de câmbio: o dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros encerrou em alta de 0,33%, cotado a R$ 2,148. Às 16 horas, horário em que terminam os negócios com os contratos de DI, o dólar comercial também operava com ganho (0,28%), a R$ 2,147.

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