Juro futuro encerra em baixa com dados dos EUA

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou projetando taxa de 13,90% ao ano. Ontem, este mesmo contrato encerrou a 13,99% ao ano. O mercado internacional garantiu o clima positivo hoje. O resultado do relatório do nível de emprego nos EUA de agosto veio "na medida", em linha com as previsões do mercado, aumentando as expectativas de que o juro norte-americano seguirá inalterado em setembro. Dessa forma, houve reação positiva no exterior, o que abriu espaço para os juros futuros prosseguirem a trajetória de queda no Brasil. Em agosto, foram criados nos EUA 128 mil postos de trabalho, número muito próximo à previsão, de 130 mil. Os dados fortalecem a aposta de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manterá a taxa de juro básica inalterada. Para os emergentes, este era o melhor cenário. Assim, logo que os indicadores foram divulgados, houve uma recuperação nos mercados e as taxas de juro futuras passaram a operar em queda na BM&F. A queda das taxas ocorreu em todos os contratos. E, na opinião de operadores, ainda houve ajustes à decisão do Comitê de Política Monetária, que reduziu a taxa Selic em meio ponto na quarta-feira, e ao PIB fraco divulgado ontem.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 16h13

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