Juro futuro encerra em baixa, com melhora nos EUA

Depois da volatilidade de ontem, os mercados internacionais voltaram a ter um comportamento positivo, o que causou melhora nos juros futuros no Brasil. O contrato de depósito interfinanceiro mais negociado, com vencimento para janeiro de 2008, terminou o dia projetando taxa de 14,93% ao ano. No fechamento de ontem, este mesmo contrato terminou a 15,10%. Hoje de manhã, nos EUA, o Instituto para Gestão de Oferta (ISM) deu ânimo aos mercados, ao informar que seu índice de atividade referente ao setor de serviços em junho caiu para 57, ante expectativas de recuo para 59,0 em junho, de 60,1 em maio. Também o risco geopolítico com a Coréia do Norte foi minimizado, mostrando que o mercado ontem caiu em exagero - ou aproveitou o episódio do teste coreano com mísseis para realizar lucros. Monitorando sempre o cenário externo, o mercado de juros não se movimentou com os dados internos divulgados esta manhã. A produção industrial de junho, por exemplo, mostrou força, superando as medianas das expectativas, mas, como veio bem acompanhada pela expansão dos bens de capital e na mesma trajetória esperada pelo mercado, foi bem recebida. Além disso, as expectativas de inflação estão bem ancoradas, dizem os operadores, e mesmo um resultado um pouco acima do esperado para a produção industrial não significa uma ameaça para a política monetária. Em suma, a tendência para os juros continua sendo de baixa no curtíssimo prazo. A produção industrial cresceu 1,6% em maio, ante abril, enquanto as previsões de mercado variavam de -0,70% a +1,50%.

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