Juro futuro encerra estável, à espera de indicadores

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia de hoje projetando taxa de 14,58% ao ano, a mesma taxa projetada no fechamento da última sexta-feira. O mercado de juros caracterizou-se hoje pela fraca liquidez e baixa oscilação de taxas. Os juros dos contratos de DI mais curtos não têm motivo para sair do lugar, visto que, após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado praticamente convergiu para a idéia de que a taxa básica de juros da economia (Selic) terá um corte de 0,25 ponto porcentual na reunião de agosto. E os contratos mais longos, para os quais pode haver uma oscilação maior, estão reféns de dados mais fortes da economia norte-americana que serão divulgados ao longo da semana. Amanhã saem os dados de renda pessoal e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) em junho, bem como o índice ISM de atividade em julho, e na sexta será divulgado o payroll (relatório de emprego, com o número de vagas criadas) de julho. Todos os dados são dos EUA. Como a maioria do mercado já trabalha com a idéia de pausa na alta dos juros norte-americanos após a reunião de agosto, os contratos de DI na BM&F não reagiram à queda das Bolsas em Nova York - que sofrem influência das tensões no Oriente Médio e de comentários do presidente do Banco Central dos EUA de St. Louis, William Poole, sobre a taxa de juros. Também não houve reação à pesquisa semanal Focus, divulgada pelo Banco Central brasileiro, já que as boas notícias, como queda nas expectativas do mercado para o IPCA, estavam dentro das previsões.

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