Juro futuro encerra quase estável, à espera do Copom

Em dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia projetando taxa de 13,32% ao ano, praticamente estável em relação à taxa de 13,31% ao ano projetada no encerramentos dos negócios de ontem. Segundo analistas, o mercado de juros está convicto de qual deverá ser a decisão sobre a taxa básica de juros (Selic). A aposta de que o juro será reduzido em 0,5 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, não só foi colocada "no preço" há dias, como também é considerada a única hipótese possível neste momento, dados os cenários econômicos e político. A inflação sob controle, as expectativas de inflação em queda, a lentidão na retomada econômica, o ambiente externo tranqüilo e a proximidade do segundo turno das eleições são os argumentos citados pelos especialistas para justificar a continuidade do ritmo de corte de juros. Nesse cenário favorável, dizem profissionais, não caberia a desaceleração no processo de alívio monetário. Como o encontro do Copom é considerado um assunto praticamente superado pelos profissionais, o mercado deixou-se dirigir pelo movimento no exterior. As Bolsas de Nova York, que registraram ganhos durante a manhã, oscilam esta tarde, o que acabou por pressionar o mercado de juros.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2006 | 16h19

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