Juro futuro encerra quase estável após relatório do BC

O relatório trimestral de inflação divulgado hoje pelo Banco Central não chegaram a alimentar apostas mais otimistas de corte da Selic, mas também não reduziram essas apostas. Com isso, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia projetando taxa de 13,64% ao ano, em leve baixa, de 0,07%. Ontem, este mesmo contrato encerrou a 13,65% ao ano. O relatório do BC trouxe queda na projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano, de 3,8% para 3,4%. O IPCA é observado pelo governo para o cumprimento da meta de inflação - atualmente em 4,5% - e, portanto, para a definição da taxa básica de juros (Selic). Por outro lado, no chamado cenário de mercado, a inflação para o ano que vem foi mantida em 5,2%. No mercado de juros, o documento foi observado com cautela. Ele veio em linha com o discurso que o BC já vem fazendo nas últimas semanas: que o cenário de inflação se mantém benigno e que a desaceleração da atividade econômica vai se reverter no segundo semestre deste ano. Para alguns analistas, o documento foi classificado "de neutro para negativo", e não justifica, por si só, aumento do otimismo do mercado em relação ao rumo da política monetária. Mas outros analistas apontaram que deverão ser mantidas as apostas em um novo corte da taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, porque, antes da redução feita em agosto, o governo também havia emitido sinais de que o alívio monetário seria mais lento.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 16h26

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