Juro futuro faz ajustes ao Copom e acordo sobre Grécia

As taxas projetadas pelos contratos futuros de juros mantiveram-se à tarde no mesmo nível a que foram ajustadas pela manhã em resposta à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ontem à noite e ao documento prévio sobre a ajuda à Grécia decidida pela cúpula de líderes da zona do euro. O acordo foi confirmado esta tarde pela União Europeia.

Rosangela Dolis, da Agência Estado ,

21 de julho de 2011 | 16h53

Nos prazos curtos a intermediários, os juros tiveram pequeno recuo, motivado pelo fato de o Banco Central ter retirado do comunicado a expressão "por um período suficientemente prolongado" adotada nas duas reuniões anteriores para referir-se à duração do ciclo de aperto monetário. Isso fez com que crescessem as apostas de que o período de aperto monetário já acabou. A alta de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic ontem, para 12,50% ao ano, ficou dentro do que o mercado esperava.

Porém, os agentes financeiros avaliam que o comunicado pós-Copom acrescenta indefinições sobre o rumo dos juros e que será preciso esperar a ata da reunião, na próxima quinta-feira, para confirmar o entendimento de que o ciclo de elevação da Selic de fato terminou.

Na ponta longa, as taxas projetadas avançaram, influenciadas tanto pelo Copom como pela ajuda definida à Grécia pelos líderes da União Europeia. Do lado do Copom, segundo um operador, o mercado acredita que o BC se mostrou no comunicado "mais dovish" do que deveria. Já a melhora no exterior aponta para sustentação dos preços das commodities, o que pode ter reflexos inflacionários. Por isso, o mercado adicionou mais prêmios na curva longa, preventivamente. Entre as commodities, o petróleo WTI para setembro subiu 0,74%, a US$ 99,13 por barril na Nymex.

Ao término da negociação normal na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2012 (267.145 contratos negociados) projetava taxa de 12,47% ao ano, ante 12,49% no ajuste de ontem; o DI de julho de 2012 cedeu de 12,60% para 12,58% ao ano (157.265 contratos negociados) e o DI de janeiro de 2013 (239.840 contratos negociados) subiu de 12,65% para 12,67% ao ano. Na ponta longa, o DI de janeiro de 2017 (26.935 contratos negociados) subiu de 12,46% para 12,51% e o DI de janeiro de 2021 (7.445 contratos) avançou para 12,33%, de 12,30% ontem.

A prévia do documento do encontro de cúpula da zona do euro em Bruxelas hoje mostrou que os governos da região concordaram com um novo pacote de ajuda para a Grécia e em reestruturar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês).

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