Juro futuro fecha com forte baixa, em dia sem liquidez

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia projetando taxa bem menor que a de sexta-feira: 13,33% ao ano, contra 13,42% ao ano. Segundo operadores, depois da pequena correção nas taxas, na sexta-feira passada (quando elas subiram de 13,41% ao ano para 13,42% ao ano), o mercado retomou a queda, baseado no cenário favorável. O fato de o volume de negócios ter sido reduzido, por causa do feriado nos EUA, contribuiu em parte para essa queda. Afinal, o mercado fica mais vulnerável a oscilações quando há pouca liquidez. De todo modo, profissionais ressaltam que o ambiente para os juros é bastante favorável e prevalece a aposta de continuidade da queda da taxa no médio prazo. E essa percepção ganha ainda mais força com a perspectiva da eleição presidencial. Quem quer que seja o próximo presidente - Lula ou Alckmin -, o grande desafio será o crescimento econômico. E, nesse contexto, a idéia de alívio monetário e apreciação cambial pode ganhar espaço. O rumo da inflação sob controle dá margem a esse cenário de juros mais baixos. O quadro eleitoral continua no foco das atenções e, dizem operadores, tem potencial para gerar volatilidade. O debate de ontem, promovido pela TV Bandeirantes entre os dois candidatos, até mostrou um adversário fortalecido, na opinião de operadores. Alckmin foi firme em seus questionamentos a respeito das denúncias de corrupção que atingem o governo Lula, colocando o adversário em uma situação embaraçosa. Mas essa avaliação do debate não impactou os negócios. O que importa agora são os resultados das próximas pesquisas de intenção de votos.

Agencia Estado,

09 de outubro de 2006 | 16h13

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