Juro futuro fecha em alta após Copom e dados dos EUA

O mercado de juros, que teria hoje um dia de ajuste natural à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) da quarta-feira passada, acabou sendo guiado pelo cenário internacional e registrou alta nas taxas futuras. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado, fechou valendo 12,44% ao ano, ante a taxa de 12,43% ao ano projetada no encerramento dos negócios na quarta-feira. As taxas já iniciaram o pregão em alta, corrigindo os preços à piora de humor em Wall Street de ontem, quando a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) não funcionou devido ao feriado do aniversário de São Paulo. E, ao longo do dia, acompanharam de perto as oscilações no exterior, em especial o rumo dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), que reagiram em alta aos indicadores econômicos divulgados no início da tarde. O mercado de juros teve dois motivos para elevar as taxas futuras: a decisão do Copom, de reduzir o juro em 0,25 ponto porcentual, na quarta-feira passada, e a piora de humor no mercado norte-americano ontem. Ontem, as bolsas norte-americanas encerraram o pregão em queda, em reação ao indicador de vendas de imóveis residenciais usados em dezembro (-0,8%). Hoje, os indicadores divulgados vieram na contramão, mostrando recuperação forte: as encomendas de bens duráveis cresceram 3,1% em dezembro, enquanto as vendas de imóveis novos cresceram 4,8%. Os números influenciaram as bolsas norte-americanas, que reduziram as perdas. Mas também os juros dos Treasuries, que registraram alta forte logo após os indicadores, o que mostra que, para o mercado, cresceu a chance de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) ter de subir o juro em algum momento para conter a atividade.

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