Juro futuro fecha em baixa à espera da reunião do Copom

Na semana de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), em que a grande maioria das expectativas converge para o corte em 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), para 14,75%, o mercado de juros apresentou queda. No fechamento, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros, projetava juro de 14,81% ao ano. Na sexta-feira, este mesmo contrato terminou a 14,9% ao ano. O banco de investimentos Goldman Sachs também favoreceu a queda dos contratos futuros de juros, pois divulgou, em nota, que acha possível o Copom promover corte da Selic superior a 0,25 ponto porcentual em agosto, além do corte que o banco previa para julho (0,50 pp). As taxas muito baixas de inflação e as expectativas em declínio dão ao Banco Central brasileiro "algum espaço para estender seu ciclo de afrouxamento um pouco mais do que o que nós projetávamos", disse o Goldman Sachs. Além disso, a pesquisa Focus divulgada hoje, com projeções do mercado para os principais indicadores econômicos, confirmou novas correções para baixo no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): a estimativa para 2006 caiu de 3,81% para 3,77%; para julho, cedeu de 0,30% para 0,24%; e para agosto, de 0,35% para 0,34%. A inflação bem abaixo da meta do governo para o ano (que é de 4,25%), reforça a baixa nos juros projetados pelos contratos de DI.

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