Juro futuro fecha em baixa após declarações de Lula

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou o dia com taxa de 13,01% ao ano, menor que a taxa de 13,06% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. Há uma semana, esse contrato tinha taxa de 13,25% ao ano. Os juros reagiram às declarações do presidente Lula à imprensa, ontem à noite, reafirmando o compromisso com a política econômica em vigor. No pregão de ontem, os contratos de prazo longo (com vencimento a partir de 2009) ampliaram os prêmios, por causa de afirmações de integrantes do governo de que o segundo mandato do presidente Lula seria marcado por um viés desenvolvimentista que poderia significar uma maior flexibilização da política monetária. Não foi um movimento de nervosismo, mas apenas de correção. O contrato para janeiro de 2008 ficou estável ontem. Depois de ouvir as palavras de Lula, reafirmando o compromisso com o combate à inflação e rigor fiscal, e desautorizando o ministro Tarso Genro - que declarara o "fim da era Palocci" - o mercado não só devolveu a alta de ontem como caiu a um nível inferior ao do fechamento da sexta-feira passada. O DI com vencimento em janeiro de 2009, por exemplo, fechou projetando taxa de 13,21% ao ano, ante taxa de 13,29% ao ano ontem e de 13,24% ao ano na sexta-feira passada.

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