Juro futuro fecha em forte baixa após eleição

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia projetando taxa de 13,48% ao ano, ante taxa de 13,60% ao ano projetada no fim da sexta-feira. O mercado financeiro reagiu de forma positiva à surpresa com a eleição presidencial. Embora até a semana passada analistas fossem unânimes em afirmar que o pior cenário seria a realização de um segundo turno da eleição, a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin foi bem recebida. Isso por causa do placar da votação: com 41,64% dos votos, Alckmin passa a ter "chances reais" de vencer o pleito. E o mercado demonstrou hoje que essa possibilidade agrada. Essa avaliação, no entanto, não significa que os próximos dias serão tranqüilos. Operadores prevêem dias de muita volatilidade, porque o embate será duro. Hoje, até encerrarem em queda, os juros acompanharam de perto o movimento do dólar que, na opinião dos operadores, é o ativo que indica com mais sensibilidade a reação do mercado ao noticiário político. A questão que segue gerando ansiedade no mercado continua sendo a da governabilidade do próximo governo. Não há dúvida sobre a manutenção da atual política econômica, quem quer que seja o próximo presidente. Mas há, sim, temor de que o próximo governo tenha sua capacidade de avançar prejudicada por causa do desgaste entre PT e PSDB durante a campanha eleitoral.

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