Juro futuro fecha em forte queda, na mínima do dia

O mercado de juros doméstico teve um dia de forte queda, acompanhando a melhora do cenário externo. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou projetando taxa de 14,37% ao ano, a mínima do dia. Ontem, este mesmo contrato encerrou a 14,44% ao ano. O índice de inflação ao produtor (PPI) dos EUA em julho produziu uma notável melhora no clima nos mercados internacionais e doméstico para a espera pelo dado da inflação ao consumidor (CPI) e da produção industrial norte-americana, que serão divulgados amanhã. O núcleo do PPI surpreendeu para baixo: mostrou queda de 0,3% - o maior declínio desde o início de 2003 - enquanto a previsão média dos analistas era de alta de 0,2% em julho. O índice cheio subiu 0,1%, menos do que a alta prevista pelo mercado de 0,4%. Para aliviar ainda mais o quadro, o índice de atividade de agosto do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Nova York veio também abaixo do esperado: caiu para 10,34, enquanto economistas citados pela Dow Jones previam retração da atividade para 14,00 em agosto, de 15,64 em julho. A combinação destes dados - indicando inflação e atividade em arrefecimento - fez o mercado pensar que o presidente do Fed, Ben Bernanke, pode estar certo, depois de ter dado a entender em seus depoimentos que a autoridade monetária conta com a própria redução do ritmo da economia para frear a inflação. A reação positiva dos mercados foi imediata e vigorosa. As bolsas dos EUA sobem com sustentação; as européias, que operavam em queda antes do dado, inverteram a mão e fecharam em alta. E os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) protagonizam quedas fortes. Além disso, as apostas de nova alta na taxa de juros americana na próxima reunião do Fed caíram para 25%, de 37% antes do anúncio do PPI.

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