Juro futuro fecha em leve alta puxado pelos EUA

O mercado de juros foi influenciado pelo comportamento dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) e inverteu o sinal para alta nos últimos minutos dos negócios, apesar de ter recebido a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no início da manhã pelo Banco Central. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado, fechou projetando taxa de 12,35% ao ano, ante taxa de 12,36% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. Por volta das 16 horas (de Brasília), o papel norte-americano com vencimento em 2 anos operava em alta de 0,59% na taxa de juros. O juro do papel de 10 anos subia 0,35% e o do bônus de 30 anos avançava 0,32%. A alta é reflexo da releitura do documento divulgado ontem pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Parte do mercado aposta que o Fed pode elevar a taxa de juros do país neste semestre. No Brasil, o conteúdo da ata do Copom, que explica as razões que levaram o BC a reduzir o ritmo de corte de juros, confirmou as sinalizações já antecipadas no comunicado da reunião, no qual o Copom diz que decidiu cortar menos o juro para que a trajetória de queda permaneça por mais tempo.

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