Juro futuro fecha em leve baixa, com poucos negócios

O mercado de juros teve hoje um pregão esvaziado, com baixo volume de negócios e pouca volatilidade das taxas. O noticiário fraco e a ausência de indicadores de peso tiraram o entusiasmo do mercado. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009, tradicionalmente o mais negociado, fechou projetando taxa de 11,68% ao ano, ante taxa de 11,69% ao ano no encerramento dos negócios na sexta-feira. O DI para janeiro de 2010, o hoje o mais negociado do dia, fechou a 11,63%, contra 11,65% na semana passada. O principal indicador do dia foi o de vendas de imóveis residenciais novos nos EUA em fevereiro, considerado uma má notícia para as bolsas norte-americanas. O indicador registrou queda de 3,9% para a média anual de 848 mil unidades, o menor nível dos últimos sete anos. A projeção de economistas era de um aumento de 6,72%. Esse dado alimenta as preocupações de que a desaceleração do mercado imobiliário possa afetar o crescimento econômico dos EUA. E garantiu a queda das bolsas em Wall Street. No mercado de juros, no entanto, a reação foi muito tímida. O indicador negativo pouco alterou o rumo dos negócios - provavelmente por não ser considerado um número definitivo e por não mudar as perspectivas para o rumo da política monetária brasileira.

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