Juro futuro fecha em queda, à espera da ata do Copom

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou o dia projetando taxa de 14,68% ao ano, ante 14,71% ao ano do fechamento de ontem. O mercado doméstico de juros passou o dia sem definir tendência, acompanhando a volatilidade dos mercados externos. O pano de fundo do sobe-e-desce em Nova York era desenhado pelas preocupações com o grau de desaceleração da economia norte-americana e, no durante o pregão, houve ainda a influência de resultados e alertas corporativos (em especial o da UPS, empresa transportadora de cargas, que previu que a economia deve se desacelerar no segundo semestre). Para o mercado de juros no Brasil, não há muito o que ser feito antes da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o que só ocorrerá na quinta-feira. Os investidores vão, como sempre, buscar nas entrelinhas do documento os sinais do Banco Central para os próximos passos na política monetária, que os levem a firmar aposta num corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros da economia (Selic) em agosto ou ampliar a idéia para corte de 0,50 ponto porcentual. E, a partir daí, compor o cenário para o que resta do semestre. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho, divulgado hoje cedo, não foi motivo para qualquer alteração mais significativa nos juros. O resultado (-0,02%) veio dentro das expectativas do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.