Juro futuro fecha em queda, com Copom e Livro Bege

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou o dia projetando taxa de 14,61% ao ano, ante 14,68% ao ano do fechamento de ontem. A taxa apresentou queda durante quase todo o dia, mas acentuou a baixa no fim da tarde, após a divulgação do Livro Bege, nos EUA. Se visto em conjunto com os pequenos movimentos dos últimos dias, o recuo na taxa desse contrato observada pela manhã pode indicar o interesse de investidores (sobretudo estrangeiros, mais presentes nos contratos mais longos) em posições aplicadas em taxas prefixadas. O pano de fundo é a percepção de que ainda há espaço para continuidade da queda da taxa básica de juros da economia (Selic) no curto prazo, mas pouco. Ou seja, o Banco Central pode cortar o juro mais uma ou duas vezes e deve parar para avaliar o restante dos efeitos de sua política monetária. Crescem, na mesma direção, as previsões de que a autoridade monetária possa dar um tom mais conservador na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que será divulgada amanhã, provavelmente voltando a tocar na questão da "parcimônia" nos cortes de juro. Mais tarde, com a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), os juros dos títulos do Tesouro dos EUA apresentaram queda, o que fortaleceu a queda dos juros domésticos. O documento é um sumário sobre as condições da economia norte-americana e servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em 8 de agosto, nos EUA. O Fomc decidirá qual a nova taxa de juros americana.

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