Juro futuro fica estável, mas títulos dos EUA preocupam

O mercado futuro de juros abriu estável, com boas notícias da pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central e do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), mas com nova ameaça por parte dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), cujos juros sobem forte novamente. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o contrato futuro de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2008 projetava taxa de 14,64%, às 10 horas. O DI de janeiro de 2007 está em 14,97%. A pesquisa semanal Focus, elaborada a partir das projeções informadas pelas instituições financeiras ao BC e para a qual os analistas não esperavam grandes alterações, veio com novidades no campo da inflação: as projeções de IPCA para 2006 caíram de 4,57% para 4,50% e agora estão no centro da meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), assim como as estimativas para 2007, mantidas em 4,50%. As projeções no Top 5 (as cinco instituições que têm maior índice de acerto) para 2006 foram mantidas em 4,42%, já abaixo do centro da meta. Para 12 meses à frente, as estimativas para o IPCA cederam de 4,32% para 4,25%. Quanto às projeções da taxa Selic, as perspectivas do mercado são ainda de um corte de 0,75 ponto porcentual agora em abril, na reunião dos dias 18 e 19 do Comitê de Política Monetária (Copom). Mas, para o final do ano, a previsão do juro básico da economia caiu bastante, de 14,25% para 14,13%. Hoje a taxa Selic em vigor está em 16,5%. O IPC-S de março fechou em 0,22%, um resultado que coincidiu com a mediana das expectativas do mercado, que variavam de 0,15% a 0,27%. O maior problema desta manhã vem dos Treasuries, que estão afetando o câmbio. Os juros dos papéis de 10 anos e do de 30 anos já sobem mais de 1%. O juro do T-Note de 10 anos estava em 4,8953% (+1,12%), enquanto o de 30 anos estava em 4,9329% (+1,11%). O petróleo também sobe no mercado futuro. Assim, depois do alívio com a Taxa de Juros de Longo Prazo de 8,15% decidida na semana passada, acima dos 7% que o novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendia no passado, o mercado de juros hesita hoje cedo entre continuar a melhora e pisar no freio por causa dos Treasuries.

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