Juro futuro fica praticamente parado, de olho nos EUA

O mercado doméstico de juros começou o dia "de lado", enquanto nos Estados Unidos os mercados acionários (futuros) abriram levemente negativos. A falta de direção dos mercados e possibilidade sempre presente de alguma oscilação, em que pese a agenda fraca de indicadores norte-americanos, propiciam um ambiente de cautela. Ao mesmo tempo, o mercado futuro de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros está "leve", já que muitos participantes reduziram sensivelmente suas posições depois da forte turbulência de meados de maio e não se animaram a recompô-las, dado ao ambiente de incertezas (sobre o futuro dos juros nos EUA) e também de Copa do Mundo, que esfria o interesse pelos negócios. O único dado relevante previsto para hoje é a divulgação sobre o nível dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana até 16 de junho nos EUA (às 11h30). Um mercado vulnerável e que olha com mais atenção para dados e detalhes pouco observados antes pode, eventualmente, buscar informações sobre a demanda de gasolina e reagir a elas. No pregão da BM&F, o contrato futuro de DI (depósito interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2008 (é o mais negociado) projetava esta manhã taxa de 15,67%. Ontem a previsão estava em 15,64%. O Banco Central divulga hoje as contas externas de maio (às 10h30), mas os dados não devem ter influência expressiva sobre o mercado de juros, ficando alguma repercussão para o câmbio.

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