Juro futuro na BM&F tem melhora discreta na abertura

O mercado de juros segue a melhora discreta vista nos mercados internacionais e também no câmbio. Mas ninguém põe todas as fichas na mesa na aposta de que tal desempenho é sólido para esta quinta-feira. Tudo está girando em torno das expectativas para o payroll (vagas criadas) em junho nos Estados Unidos, dado que será divulgado somente amanhã. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) - com vencimento para janeiro de 2008 - caía para 15,05%, às 10h16, ante 15,10% do fechamento de ontem. Esse nível não sofreu alteração significativa após a divulgação da produção industrial brasileira de maio, que mostrou força, mas veio acompanhada de bom crescimento dos bens de capital, o que significa que os investimentos continuam minimizando ameaças de gargalos entre oferta e demanda que possam pressionar a inflação. A produção industrial avançou 1,6% em maio, ante abril, acima do previsto por analistas. Na comparação com maio de 2005, a expansão foi de 4,8%, também dentro do estimado (de +1,30% a +5,60%), mas acima da mediana (+3,65%). Os bens de capital registraram crescimento de 1,8% em maio ante abril e de 5,9% em relação a maio do ano passado. Na média móvel, comparação sempre observada com atenção pelo mercado (já que os números de um mês contra o outro costumam ser voláteis), a produção industrial cresceu 0,5%. Hoje também a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o IGP-DI de junho, que subiu 0,67%, ante alta de 0,38% em maio.

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