Juro futuro opera perto da estabilidade, a 14,45% ao ano

Os mercados internacionais começaram o dia apreensivos com a tensão no Reino Unido provocada pela descoberta de um plano terrorista para explodir pelo menos nove aviões em pleno vôo na rota para os EUA. As bolsas européias caem forte (mais de 1%) e os índices de ações em Wall Street também operam em baixa, mais suave porém. É possível que os mercados sigam cautelosos ou, quem sabe, até relevem o caso, considerando que a polícia britânica conseguiu abortar os atentados. Ainda é incerto o peso que a situação terá sobre os negócios. Porém, no mercado doméstico de juros, não há nenhum estresse. Os juros futuros sobem levemente nos contratos de prazos mais longos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), como o de janeiro de 2008. Às 10h40, a taxa estava em 14,45% ao ano, ante 14,42% do fechamento ontem. É praticamente uma estabilidade. Operadores ouvidos esta manhã dizem que não há motivo forte de alta e que a tendência de queda no caso da taxa Selic - que baliza a curva de juros na economia brasileira - está bem fundamentada. Além do que vai se firmando a tendência de desaceleração da economia norte-americana. Fontes ouvidas neste começo do dia chegaram a dizer que alguma leve pressão nos juros - se houver - deverá ser atribuída mais à expectativa com leilão de títulos do Tesouro Nacional hoje do que a qualquer outro fator. O risco Brasil, que ontem fechou em 208 pontos, abaixo da mínima histórica anterior a 214 pontos, subia 5 pontos esta manhã, para 213 pontos.

Agencia Estado,

10 de agosto de 2006 | 10h45

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