Juro futuro reage e sobe um pouco na BM&F

As taxas de juros abriram o pregão viva-voz na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) com leve alta. As projeções dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) com vencimento em janeiro de 2008 e janeiro de 2009 eram de 12,28% e 12,18% ao ano, respectivamente, às 10h25. Ontem, essas taxas estavam em 12,26% (janeiro 2008) e 12,14% ao ano (janeiro 2009). A lista extensa de eventos de peso previstos na agenda do dia deve limitar a melhora do mercado de juros hoje. Pela manhã, operadores vislumbram alguma pressão sobre os juros vinda do leilão de títulos públicos do Tesouro Nacional. Embora o Tesouro tenha programado uma oferta menor do que a da semana passada (de 6,350 milhões de papéis prefixados, ante 9,3 milhões na semana passada), operadores acreditam que esse leilão terá efeito sobre as taxas dos DIs, ainda mais depois de dias seguidos de queda. Mas a principal influência do mercado de juros virá mais uma vez do exterior. A reação do mercado internacional aos indicadores norte-americanos (destaque para os números de pedido de auxílio-desemprego e vendas e estoques no atacado) e à decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre juros e, mais precisamente, sobre as sinalizações que seu presidente dará na entrevista que será concedida depois do encontro de política monetária. Na opinião de profissionais, a expectativa por esses eventos tem mais peso sobre o mercado do que o resultado da primeira prévia de inflação do IGP-M de fevereiro, perto do piso das expectativas. O IGP-M subiu 0,11%, ante 0,32% na primeira prévia de janeiro, confirmando que a alta da inflação no início deste ano era, de fato, pontual.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.