Juro futuro recua com inflação em baixa

Depois de dois dias de quedas significativas nos juros, o mercado internacional pode definir se a correção nas taxas dos contratos futuros de DIs (depósitos interfinanceiros) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) prosseguirá ou não. Hoje serão divulgados alguns indicadores econômicos norte-americanos, sendo que os mais relevantes são os do mercado imobiliário dos EUA, que saem às 11 horas. Operadores observam que se não fosse a expectativa em relação ao desempenho do mercado internacional, o cenário doméstico continuaria garantindo queda das taxas futuras de juro. Um dos motivos é que a inflação segue mostrando alívio. Hoje, o resultado do IPCA-15 veio, mais uma vez, no piso das estimativas, em 0,19%. E o IPC-S até 22 de agosto subiu 0,20%, ante alta de 0,19% apurada no indicador anterior, de até 15 de agosto. Ainda assim, parece cada dia mais consolidada a aposta do mercado de que o Banco Central permanecerá conservador na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana que vem. "Não porque não exista espaço para acelerar o corte, mas porque a última ata deixou o BC amarrado", disse um operador. A avaliação dos profissionais é que a inflação baixa e a atividade econômica fraca justificariam maior rapidez na redução do juro. Mas, já que a expectativa é que o Copom continuará firme em sua postura gradualista, os profissionais vislumbram um período mais longo de cortes de juros, de 0,25 em 0,25 ponto porcentual. Em um cenário como esse, há espaço para redução dos prêmios nos contratos de longo prazo e, segundo operadores, é isso que deve continuar atraindo investidores para assumir posições vendedoras nesses contratos de DIs, derrubando as taxas. E também não fica descartada a chamada "corrida de última hora" para os contratos de curto prazo, buscando um ganho adicional em uma aposta diferente da maioria. Ou seja, é possível que players apostem em um corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic à medida que se aproxime a reunião do Copom. Às 9h50, ainda no sistema eletrônico GTS da BM&F, o juro do DI de janeiro de 2008 tinha taxa de 14,22% ao ano, ante fechamento e ajuste de 14,24% ontem. Já o DI de janeiro de 2007 ampliou a queda logo após a divulgação do IPCA-15 e tinha taxa de 14,26% (fechamento e ajuste de 14,28%).

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