Juro futuro recua, mas cenário externo atua como freio

O mercado futuro de juros teve uma ótima notícia no começo do dia, a deflação mais intensa do que a esperada no IGP-DI de março. A troca de nomes na diretoria do Banco Central também está sendo bem recebida nas mesas. O único freio para a melhora do mercado, até agora, está no cenário externo, onde os juros dos títulos do Tesouro norte-americano estão subindo forte, com reflexos no dólar, que abriu em alta. Assim, a definição de um dia bom no mercado de juros, ou de um dia mais cauteloso, vai depender do comportamento dos mercados internacionais. E nunca é pouco lembrar que os mercados lá fora estão na expectativa do relatório de emprego de março que será divulgado amanhã nos EUA. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a taxa projetada pelo contrato futuro de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 estava em 14,44% às 9h58, ante fechamento ontem a 14,47%. O contrato de DI de janeiro de 2007 estava em 14,81%, ante 14,83% ontem. O IGP-DI de março registrou deflação de 0,45%, ampliado a queda de 0,06% apurada em fevereiro. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas de mercado, que variavam de -0,35% a -0,10%, com mediana em -0,25%. Depois de do IPC-Fipe divulgado ontem - e também abaixo do esperado - o mercado renova o seu alívio em relação à inflação futura. Amanhã será divulgado o IPCA de março, para o qual as estimativas são de variação positiva de 0,25% a 0,53%, com mediana em 0,45%. Para o Banco Central, foram confirmadas as indicações de Paulo Vieira da Cunha - que atualmente é professor na Universidade Columbia, nos EUA, e que foi do HSBC - e Mário Mesquita, que estava no banco ABN Amro. Se aprovados pelo Senado, eles vão para os lugares de Alexandre Schwartsman na Diretoria de Assuntos Internacionais e de Alexandre Tombini na Diretoria de Estudos Especiais, respectivamente. Tombini passará a ocupar a diretoria de Normas, de onde sairá Sérgio Darcy, rumo ao Conselho de Administração da Centrus, o fundo de pensão dos funcionários do BC. São nomes considerados em consonância com o perfil conservador do BC. "Nada muda no Comitê de Política Monetária (Copom)", avaliou um operador esta manhã.

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