Juro futuro sobe a 13,75% ao ano na projeção para 2008

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetava alta dos juros no início dos negócios. Às 10h01, indicava taxa de 13,75% ao ano, com valorização de 0,29%. Na sexta-feira, este mesmo contrato encerrou o dia a 13,71% ao ano. O mercado financeiro retoma a semana na defensiva, mais uma vez na expectativa pela divulgação de indicadores importantes no exterior. O principal deles, o CPI, índice de preços ao consumidor norte-americano, sai só na sexta-feira, mas gera cautela no mercado desde já. A espera pelos números da economia dos EUA e expectativa pela reunião da Opep e seus efeitos sobre o preço do petróleo garantem uma abertura "azeda", segundo definiu um operador. O clima apreensivo no mercado externo está se sobrepondo aos bons números verificados na pesquisa Focus, divulgada esta manhã. Houve queda em todas as projeções importantes: para o IPCA para 2006, a previsão caiu de 3,63% para 3,32%; para o IPCA para 2007, houve a primeira queda em 55 semanas, de 4,50% para 4,40%, abaixo da meta do próximo ano; e para o IPCA suavizado 12 meses à frente, de 4,52% para 4,39%. A pesquisa mostrou ainda que o mercado trabalha com previsões mais otimistas do que o Banco Central para o reajuste de preços administrados. A previsão do mercado para esses reajustes neste ano caíram de 4,50% para 4,40% e, para 2007, permaneceram estáveis em 4,50%, abaixo, portanto, que os 6,1% projetados pelo Copom, segundo a ata divulgada na sexta-feira. Para taxa Selic, as projeções caíram tanto em 2006 (de 14% para 13,75%) como para 2007 (de 13% para 12,75%). Já as previsões para crescimento do PIB ficaram inalteradas, em 3,20% para 2006 e em 3,50% para 2007. O resultado da pesquisa Focus só ratifica o ambiente favorável à continuidade da queda da taxa Selic este ano. Mas não influencia os preços no mercado de juros, porque as mudanças nas projeções já eram aguardadas. Agora, o mercado segue monitorando os índices de inflação e, com mais atenção, os indicadores de atividade para ajustar suas apostas para a próxima reunião do Copom - que continuam mais perto do corte de 0,25 ponto do que do 0,5 ponto.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 10h18

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