Juro futuro sobe à espera da ata do Copom

Ajuste de alta durante a tarde reflete receio dos investidores de que o governo anuncie hoje medidas para facilitar o financiamento de longo prazo para as empresas

Sueli Campo, Agência Estado

15 de dezembro de 2010 | 17h10

O mercado futuro de juros, que passou a manhã de lado à espera da ata do Copom a ser divulgada amanhã, teve um ajuste de alta durante a tarde, refletindo o receio dos investidores de que o governo anuncie hoje medidas para facilitar o financiamento de longo prazo para as empresas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve divulgar medidas relacionadas ao crédito de longo prazo das empresas, a fim de permitir a captação de recursos a custos mais baixos e reduzir a presença do BNDES nos financiamentos privados. O anúncio de medidas dessa natureza, na avaliação dos analistas, viria na contramão do ajuste fiscal, o que serviu de justificativa para o movimento de alta dos juros no mercado futuro.

Ao final da negociação normal na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a projeção de juro do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 subiu para 11,87% ao ano, de 11,83% no ajuste de ontem, com 170.185 contratos negociados hoje; o DI de janeiro de 2013 avançou para 12,33% ao ano, na máxima do pregão, ante 12,24% no ajuste de ontem (170.185 contratos). A projeção do DI para janeiro de 2014 também encerrou na máxima do dia, a 12,30% ao ano, ante 12,18% no ajuste (145.000 contratos negociados).

Segundo operadores, o que deverá ser determinante para a direção dos juros futuros é a ata da última reunião do Copom. Segundo analistas ouvidos pela Agência Estado, as medidas macroprudenciais anunciadas pelo Banco Central no início de dezembro serão o principal diferencial da ata da última reunião da autoridade monetária.

O mercado de juro não esboçou nenhuma reação ao índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), que mostrou elevação de 0,51% em outubro na comparação com setembro, na série dessazonalizada. Este foi o melhor resultado desde abril. O IBC-Br faz uma leitura da evolução da atividade econômica e é um dos subsídios para a decisão do BC sobre a taxa básica de juros, a Selic.

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