Juro futuro sobe com ajuste após queda do desemprego

Queda da taxa reforça percepção de aquecimento da atividade econômica e joga a favor de uma elevação da Selic em janeiro

Sueli Campo, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2010 | 17h13

A queda da taxa de desemprego em novembro para 5,7%, ante 6,1% em outubro, reforça a percepção de aquecimento da atividade econômica e joga a favor de uma elevação da taxa Selic na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2011, em janeiro. O dia foi de ajuste de posições nos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Após a ata do Copom dúbia divulgada pelo Banco Central ontem, o mercado está em busca de sinais que podem clarear o cenário de curto prazo da política monetária. Mas o volume negociado é fraco, com o mercado já em ritmo de final de ano.

Ao término da sessão regular na BM&F, a projeção do DI para abril de 2011 subiu a 11,03% ao ano, ante 10,94% no ajuste de ontem, com 141.240 contratos negociados; o DI de julho de 2011 subiu a 11,39%, ante 11,37% no ajuste (93.510 contratos); o DI de janeiro de 2012 avançou para 11,86%, de 11,82% no ajuste (144.595 contratos); janeiro 2013 ficou em 12,31%, ante 12,32% no ajuste (73.415 contratos) e o DI janeiro 2014 recuou a 12,28%, de 12,30% (13.275 contratos) e o janeiro 2017 recuou a 12,17%, ante 12,19 no ajuste (26.050 contratos).

O fortalecimento do mercado de trabalho evidenciado pelo recuo da taxa de desemprego, que estabeleceu novo recorde na série histórica, abriu espaço para que os "vendidos" em DI no curto prazo retomassem posições e os "comprados" no longo prazo, por sua vez, diminuíssem posições.

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