Juro futuro sobe com focus e apreensão em relação ao IPCA-15

Alta generalizada nas expectativas para a inflação na Focus deu o rumo ao mercado, assim como a expectativa com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15, amanhã

Cristina Canas, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2010 | 17h44

A alta generalizada nas expectativas para a inflação captada pela pesquisa Focus, feita pelo Banco Central com instituições financeiras, deu o rumo ao mercado de juros futuros nesta segunda-feira de volume de negócios já reduzido pela proximidade das festas de final de ano. A movimentação mostrou que a recente divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC não foi capaz de impedir a continuidade da deterioração das expectativas de inflação e só não houve fôlego para um ajuste maior de alta nos juros porque as taxas de inflação divulgadas hoje mostraram-se comportadas e seguraram as pressões.

Ainda assim, o resultado da Focus provocou apreensão em relação à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), amanhã, e sustentou pequenas altas, principalmente nas projeções das taxas de juros dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) de vencimento no médio prazo.

Ao final do pregão regular, o juro do contrato futuro de janeiro de 2012 estava em 11,89% ao ano, ante 11,85% no ajuste de sexta-feira. O do DI de abril de 2012 estava em 12,09% ao ano, ante 12,05% na sexta-feira. O do DI de julho de 2012 estava em 12,23% ao ano, ante 12,20% no ajuste de sexta-feira. Já a taxa para janeiro de 2013 teve movimentação menor, de 12,31% ao ano no ajuste de sexta-feira para 12,32% no final do pregão regular de hoje. O juro do DI de janeiro de 2014 encerrou o dia a 12,30% ao ano, ante 12,28% no ajuste de sexta-feira. O contrato longo de maior liquidez, o de janeiro de 2017, tinha taxa de 12,18% ao ano no final do pregão regular de hoje, ante 12,17% na sexta-feira.

As altas nas estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no levantamento da Focus abarcaram tanto as estimativas para os últimos resultados de 2010 quanto as perspectivas para 2011. Para 2011, a mediana das estimativas avançou de 5,21% para 5,29%. Para 2010, a previsão passou de 5,85% para 5,88%. Isso coloca a previsão dos analistas ainda mais distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%, e aumenta a pressão sobre o Copom, que se reúne novamente nos dias 18 e 19 de janeiro.

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