Juro futuro sobe e acompanha piora de humor no exterior

O mercado futuro de juros retomou a cautela hoje, influenciado pela piora no ambiente externo. Novos problemas nos Estados Unidos, especificamente no mercado de financiamentos imobiliários de maior risco (chamado de "subprime", no qual os tomadores pagam taxas de juros mais elevadas) e os dados de vendas do varejo norte-americano em fevereiro alimentam a queda dos índices futuros das bolsas norte-americanas. Por aqui, diante desse quadro internacional, os juros futuros operam com taxas em leve alta no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 10h10, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 12,02% ao ano. Ontem essa projeção era de 12,01%. O DI de janeiro de 2009 avança para 11,83% hoje, depois de ter recuado a 11,77% ao ano ontem no final da tarde. O contrato de janeiro de 2010 projeta 11,84% (11,77% ontem). Operadores consideram que a volatilidade nos contratos de DIs tende a ser menor do que em outros ativos, como nas ações. Mas, ainda assim, há influência, e as incertezas a respeito do rumo do mercado internacional limitam a disposição do mercado em aplicar nos contratos de juros, especialmente nos prazos mais longos. "O mercado está tateando e buscando notícias que possam definir o cenário. Para que haja uma recuperação consistente, será preciso um conjunto de boas notícias", observa um operador.

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