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Juro futuro sobe e fecha em 16,18% na BM&F

Os juros futuros continuaram hoje o movimento de alta iniciado ontem. A taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) de janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), fechou em 16,18% ao ano, contra os 15,57% de ontem. A alta expressiva refletiu o movimento de zeragem de posições, especialmente nos vencimentos mais longos dos contratos de DI. Segundo operadores, o fato de a agenda da semana carregar eventos importantes, especialmente no exterior, deixa o mercado cauteloso. "Como o mercado ficou muito 'vendido' (apostando na baixa) por muito tempo e enfrentou problemas recentemente, qualquer insegurança provoca um movimento contrário, pressionando os juros futuros", afirma um operador, lembrando que os contratos longos - onde concentram-se os investidores estrangeiros, têm pouca liquidez e, por isso, a volatilidade é mais intensa. Operadores observam que a volta das operações de "swap cambial" do Banco Central, com o objetivo de conter a alta do dólar, gerou uma certa discussão a respeito dos efeitos dessa medida sobre a política monetária de curto prazo. Ou seja, surgiu a dúvida sobre se a atuação do BC indica que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai cortar o juro ou não. A simples incerteza pode ter pressionado as taxas para cima. Tanto é que o DI mais curto (junho) passou a precificar, esta tarde, um corte de 0,35 ponto percentual na taxa Selic - inferior ao que vinha mostrando nos últimos dias. Mas, para os profissionais, a oferta de swap cambial pesa a favor do corte da taxa Selic. "Se o BC quer conter a alta do dólar, é porque ele pretende reduzir o juro amanhã", defende. Para esse profissional, a atuação do BC tem por objetivo compensar o efeito que as operações de compra de Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-Bs, títulos pós-fixados) realizadas na semana passada geraram sobre o dólar. "Quando o investidor estrangeiro vendeu NTN-B, ele comprou dólar para enviar esses recursos para o exterior e, dessa forma, pressionou a moeda", explica.

Agencia Estado,

30 de maio de 2006 | 16h16

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