Juro futuro sobe em reação à alta inesperada na Inglaterra

Os juros futuros subiram no início do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) hoje, em resposta imediata à decisão inesperada do banco central da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês), anunciada às 10 horas, de elevar a taxa básica no país para 5,25% ao ano. A previsão dos analistas era de que a taxa de juros na Inglaterra ficasse estável em 5% ao ano. No pregão da BM&F, às 10h25, o contrato futuro de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 12,45% ao ano. Ontem, no fechamento da sessão, a taxa estava em 12,43% ao ano. O clima ainda é de expectativa, porque às 10h45 o Banco Central Europeu também anuncia sua decisão sobre juros. Nesse caso, a previsão é de que a taxa básica para os países que têm o euro como moeda fique estável em 3,5% ao ano. Mas operadores acreditam que possa ser emitido sinal de aperto monetário no futuro. "Se isso ocorrer, é provável que haja uma reação negativa dos mercados, em especial dos ativos de países emergentes", afirma um operador. Internamente, o leilão do Tesouro Nacional de títulos prefixados pode inibir a queda das taxas de juros hoje. A oferta será de 5,55 milhões de títulos, entre Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional da Série F (NTN-F, prefixados com pagamento periódico de juros). O volume é bem menor do que o oferta na semana passada, quando o Tesouro levou a mercado 8,05 milhões de títulos prefixados. Mas, ainda assim, com o mercado sensível, essa oferta é um fator de pressão. Operadores concordam, no entanto, que a decisão do Tesouro Nacional, de diminuir o volume de títulos hoje foi acertada tecnicamente. Profissionais lembram que este mês houve um vencimento grande de títulos e havia a possibilidade de a colocação desses títulos no mercado ser ainda maior. "Foi uma sinalização do Tesouro de que ele está atento à volatilidade, o que é bom", afirma um operador.

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