Juro futuro sobe na abertura, mas inverte sinal

Os juros dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) futuro tiveram um momentâneo movimento de estresse logo na abertura dos negócios, após a divulgação do índice de preço ao consumidor (CPI)norte-americano, mas desaceleraram das máximas pouco depois. O índice cheio da inflação nos EUA de maio subiu 0,4%, em linha com as previsões (0,4%), mas o núcleo, que exclui os preços de alimentos e energia, veio pior do que o esperado, em 0,3%, ante estimativas em 0,2%. O juro do DI com vencimento em janeiro de 2008 (o contrato mais negociado), que estava em 15,93% antes do dado, rapidamente ultrapassou os 16% (que era o ajuste para a abertura do dia) após o CPI, chegando a atingir a máxima de 16,09%. Mas depois voltou para níveis inferiores ao ajuste, acompanhando reação semelhante no mercado norte-americano, onde o índice Standard & Poor´s-500 voltou ao azul e o Nasdaq também. Entretanto, esses índices mostram-se voláteis e apenas o Nasdaq encontrava-se em alta às 9h50 (de Brasília). Nas mesas de juros, o que se comenta é que o mercado antecipou-se tanto negativamente que, quando o fato aconteceu (núcleo mais alto do que esperado) não havia muito o que piorar. Entretanto, o dia está começando e tem Livro Bege (sumário das condições econômicas dos EUA, que orienta decisões de política monetária) às 15 horas. E o dólar está parado no mercado à vista. O mercado de juros deve continuar atrelado ao cenário externo. A aposta dos mercados de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) aumentará o juro dos EUA em 0,25 ponto porcentual, para 5,25%, na sua reunião ao final do mês foi consolidada após o CPI. Os contratos futuros de Fed Funds embutem 100% de chance de taxa a 5,25% em junho. Às 10h25, o juro do DI com vencimento em janeiro de 2008 estava em 15,93%, ante 15,98% do fechamento de ontem.

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