Juro futuro tem leve alta, a 14,74% ao ano, na BM&F

O mercado de juros deve operar hoje "de lado", com leve inclinação de baixa nas taxas de depósito interfinanceiro (DI) futuro, dado o começo positivo desta segunda-feira no cenário externo. Os índices futuros em Wall Street estão em alta, assim como as bolsas européias, impulsionados por boas notícias no campo corporativo e também com perspectivas maiores de um cessar-fogo no Oriente Médio, o que também leva o petróleo à queda. Às 10h11, taxa do DI com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) estava em 14,74% ao ano, ante 14,73% ao ano no fechamento de sexta-feira, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A grande expectativa do mercado de juros nesta semana é para a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser divulgada na quinta-feira. Os investidores vão buscar nas entrelinhas do documento sinais sobre os próximos passos do Banco Central (BC) na política monetária. O mercado acredita que haverá um novo corte da Selic na reunião dos dias 29 e 30 de agosto, mas discute se este recuo será de 0,50 ponto porcentual ou apenas 0,25 ponto. Está em jogo nas mesas de operações o patamar da Selic ao final de 2006. Pela pesquisa Focus divulgada, os analistas mantêm projeção de Selic a 14,50% em agosto, o que embute uma próxima redução de 0,25 pp. Para o final do ano, a Focus indica juros a 14,25% ao ano - ou seja, haveria ainda mais um segundo corte de 0,25 pp antes do final de 2006. Na mesma quinta-feira da ata do Copom sai o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de julho. Os analistas já estão contando com uma taxa menor que a vista no mês passado, quando o índice fechou em 0,75%. Isso porque o IGP-10 mostrou uma alta de 0,39%, abaixo das estimativas do mercado e do fechamento de junho, de 0,57%, e porque a segunda prévia do IGP-M ficou em 0,16% ante 0,56% no mesmo período do mês passado. Mas antes do IGP-M será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de julho (amanhã), que poderá ficar bem próximo de zero. Divulgado hoje, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) trouxe mais uma deflação na terceira quadrissemana de julho, porém menos intensa que a verificada no indicador anterior. O IPC-S de até 22 de julho caiu 0,04% ante deflação de 0,13% apurada no IPC-S de até 15 de julho. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado. Tampouco a Focus deve nortear os negócios hoje. A pesquisa trouxe poucas modificações em relação à anterior. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2006 caiu levemente, de 3,77% para 3,76%. Baixa mais significativa teve a projeção de IPCA para julho, de 0,24% para 0,20%. Nada mudou em relação às projeções sobre a Selic, mas a de crescimento da produção industrial de 2006 caiu de 4,17% para 4,11%. De resto, os juros ficarão ligados ao comportamento dos mercados internacionais, que, por sua vez, têm na semana poucos indicadores, mas de peso, sendo o principal o PIB norte-americano do segundo trimestre, acompanhado de seu deflator e do índice de preços dos gastos com consumo (PCE), na sexta.

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