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Juro futuro tem poucos negócios e espera ata do Copom

Queda de produção industrial e do uso da capacidade instalada em junho ante maio no Brasil, divulgada pela CNI, também jogou a favor da cautela

Rosangela Dolis, da Agência Estado ,

22 de julho de 2011 | 16h47

As taxas de juros projetadas pelos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) negociados na BM&F seguiram, à tarde, estacionadas nos níveis vistos pela manhã, que indicam estabilidade no curto e médio prazos e leve queda nos contratos mais longos. Foi dia de baixa liquidez, com o total do vencimento mais procurado (janeiro de 2012) caindo de 267.145 ontem para 166.640 contratos negociados. "Está um marasmo total", resumiu um operador. E também de agenda vazia aqui e no exterior: "Sem notícias, o mercado fica sem driver", disse outro operador.

O comportamento das taxas refletiu o compasso de espera dos agentes pela ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana, que será divulgada na próxima quinta-feira. A partir do comunicado que anunciou a elevação da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 12,50% ao ano na quarta-feira, o mercado entendeu que o ciclo de aperto monetário pode ter chegado ao fim, mas quer agora confirmar essa leitura no texto da ata. "Não tem mais game até a ata", disse o primeiro operador citado.

A queda de produção industrial e do uso da capacidade instalada em junho ante maio no Brasil, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), também jogou a favor da cautela.

Já nos prazos longos, o recuo refletiu as inseguranças quanto ao pacote de ajuda à Grécia aprovado ontem e as indefinições sobre o aumento do teto de endividamento dos Estados Unidos, necessário para evitar a moratória da dívida no início de agosto. Com isso, o mercado retirou prêmios colocados ontem nesses contratos.

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2013 (72.865 contratos negociados) oscilava de 12,67% para 12,68% ao ano e o DI de janeiro de 2012 (267.145 contratos) ficava estável em 12,47% ao ano. O DI de janeiro de 2017 (14.815 contratos) caía de 12,52% para 12,49% ao ano, enquanto o DI de janeiro de 2021 (1.675 contratos) cedia de 12,34% para 12,30% ao ano.

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