Juro futuro termina em alta, apesar de melhora externa

O mercado de juros doméstico teve mais uma segunda-feira de liquidez pouco expressiva, enquanto os mercados internacionais aproveitavam o cessar-fogo no Líbano para sustentar um movimento positivo desde o início dos negócios. Até as 16 horas, as Bolsas em Nova York subiam e o petróleo havia fechado em queda de 1,10%, pelo mesmo motivo. No Brasil, os contratos de depósito interfinanceiro (DI), na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), de curto prazo, mantiveram estabilidade, enquanto os contratos dos mais longos apresentam levíssima alta, fruto de um movimento de realização de lucros, que não chegou a alterar muito os patamares de preço. No encerramento dos negócios hoje, o contrato do DI mais negociado na BM&F, com vencimento para janeiro de 2008, terminou projetando taxa de 14,44% ao ano. Na sexta-feira, este mesmo contrato encerrou a 14,42% ao ano. Segundo analistas, os investidores não devem partir para grandes posições enquanto não forem anunciados os dados cruciais sobre inflação e atividade econômica norte-americana, na quarta-feira: o índice de inflação ao consumidor dos EUA em julho, junto com a produção industrial de julho. São indicadores de inflação e atividade com potencial de trazer volatilidade aos mercados, dependendo de como vierem. A pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central, não veio com grandes alterações. A mudança principal foi o recuo nas previsões para o crescimento do PIB em 2006, de 3,60% para 3,55%, mas isso foi um ajuste provocado pelas revisões para baixo na produção industrial (que já apareceram no levantamento anterior), depois do último resultado oficial anunciado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.