Juro futuro termina em alta, reagindo à ata do Copom

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as taxas de juros dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) reagiram em alta à divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje. O DI com vencimento para janeiro de 2008 (o mais líquido) encerrou o dia projetando taxa de 14,65% ao ano, ante 14,61% ao ano do dia anterior. O mercado de juros reforçou a aposta de corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros da economia (Selic) na próxima reunião do Copom, ao considerar a ata divulgada hoje um pouco mais cautelosa do que a anterior. Antes da ata, o mercado estava dividido entre apostas de corte de 0,25 pp e de corte de 0,50 pp. Na essência, as análises sobre inflação, atividade e cenário externo contidas na ata não mudaram. Mas o "sinal" de cuidado do Copom foi dado pela palavra "maior", associada a "parcimônia", no que diz respeito à condução da flexibilização adicional da política monetária. Na ata anterior, de maio, o Copom falava apenas em "parcimônia" e agora disse que, em função de um conjunto de fatores "poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia". Mas o documento também voltou a repetir que os bons fundamentos econômicos têm tornado o Brasil mais resistente a choques. E o maior exemplo disso é que a economia doméstica tem crescido mesmo em meio ao processo de ajuste dos juros norte-americanos, afirmou o documento.

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