Juro futuro termina em baixa após ata do Copom

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou o dia com taxa de 13,11% ao ano, em baixa ante a taxa de 13,14% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) foi considerada benigna e trouxe argumentos para a aposta de que a taxa básica de juros (Selic) voltará a cair 0,5 ponto porcentual na reunião de novembro. Segundo operadores, embora alguns sinais de cautela tenham sido mantidos no documento, foram identificados elementos novos que compõem um cenário mais otimista para a inflação e, conseqüentemente, para a política monetária. Dessa forma, o mercado de juros conseguiu reduzir mais um pouco o prêmio embutido nos contratos de juros futuros, mesmo em dia de leilão de títulos prefixados. Entre os elementos novos apontados, estão a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2007 abaixo da meta de 4,50%, tanto no cenário de referência quanto no de mercado, a redução da projeção para o reajuste dos preços administrados para 2007 para 5,4% e o reconhecimento por parte do Banco Central de que não há risco inflacionário proveniente dos preços dos combustíveis. Mas é importante ressaltar que, embora tenha traçado um cenário otimista e oferecido argumentos para a aposta em um novo corte de 0,5 ponto percentual da Selic, o Banco Central deixou aberto o espaço, segundo operadores, para uma eventual redução do ritmo de corte de juros. Isso fica claro, de acordo com economistas, na afirmação de que os membros do Copom consideraram a possibilidade de reduzir o juro em 0,25 ponto na reunião de outubro.

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