Juro futuro termina em baixa, com alta da Bolsa em NY

O mercado doméstico de juros mais uma vez teve um dia de liquidez baixa. Os juros dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) com vencimentos mais longos até mostraram alguma alta na abertura, quando os mercados externos sentiram o peso da surpresa do Banco Central da Inglaterra, que elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 4,75%. O Banco Central Europeu também puxou a taxa de juros da zona do euro em 0,25 ponto porcentual, para 3%, mas a decisão era esperada, embora o discurso do presidente Jean-Claude Trichet tenha vindo pesado, ameaçando com novas altas se pressões inflacionárias se confirmarem. No final do pregão, o DI mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento para 2008, terminou em baixa, projetando taxa de 14,58% ao ano, ante 14,62% ao ano do fechamento de ontem, motivado pela tendência de alta no mercado de ações de Nova York. Os investidores reagiram positivamente ao dado de que a maioria das empresas varejistas norte-americanas divulgou vendas sólidas em julho, acima das estimativas, nas lojas abertas há mais de um ano. Além disso, o recuo no preço do petróleo também ajudou os mercados. Indicadores norte-americanos divulgados esta manhã pesaram na balança da desaceleração econômica, fortalecendo a idéia de pausa nos juros, como o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 29 de julho, que aumentou em 14 mil. A mediana das previsões era de 7 mil pedidos a mais do que na semana anterior. Porém o dado econômico mais importante antes da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da próxima terça-feira, quando será decidida a nova taxa básica de juros da economia norte-americana, é o relatório de emprego de julho, com o número de postos de trabalho criados no período. O dado será divulgado amanhã e pode influenciar as apostas para a taxa de juros nos EUA, pois é um dos mais observados pelo Fed para acompanhar a inflação no país.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2006 | 16h21

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.