Juro futuro termina em leve baixa, apesar de leilão

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia projetando taxa de 13,41% ao ano, em leve queda. Ontem, este mesmo contrato encerrou os negócios a 13,42% ao ano. Os juros registraram ligeira baixa, ainda que tenham tido sua trajetória de queda interrompida pelo leilão de títulos prefixados, com a oferta de 8 milhões de LTN e 1 milhão de NTN-F - volume superior ao que o Tesouro costuma ofertar em leilões desse gênero. A pressão do leilão, no entanto, conseguiu manter as taxas dos DIs próximas ao nível do fechamento de ontem - o que mostra que a tendência de queda continua prevalecendo. Em dias de leilão de títulos prefixados, é normal que as taxas operem o período da manhã em alta. Como o volume do leilão de hoje foi maior do que o normal (para se ter uma idéia, a oferta na semana passada havia sido 5,5 milhões de LTN e 1 milhão de NTN-F), seria natural que o efeito sobre os contratos de juros também fosse mais forte. No entanto, o que se viu foi apenas uma reversão da queda verificada na abertura, sem que as taxas chegassem a ingressar em um movimento de alta forte. Segundo operadores, a oferta de prefixados não pressionou mais os juros porque a força dos aplicadores mantém-se nesse mercado. Os investidores continua considerando a hipótese de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro. E, ainda que haja dúvidas sobre a continuidade desse ritmo de redução em novembro, a avaliação do mercado é de que os contratos futuros de juros não estão caros.

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