Juro futuro termina em queda, com indústria em baixa

O mercado doméstico de juros teve esta manhã dois bons motivos para reduzir taxas, um externo e outro interno: o externo foi o relatório de emprego (com número de vagas criadas) de julho dos EUA, mais fraco do que as estimativas, o que levou os mercados internacionais a reforçarem a expectativa de pausa na alta do juro norte-americano pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), no próximo dia 8. O motivo interno foi a contração da produção industrial brasileira em junho, um resultado abaixo do piso das projeções dos analistas e que mostra, aqui, o efeito da política monetária do Banco Central brasileiro, além de impactos pontuais como paralisação na indústria de petróleo, greves em montadoras, paradas informais por causa da Copa do Mundo e diferença de dias úteis. Nos EUA, o departamento do Trabalho dos EUA informou que foram criadas 113 mil vagas em julho, enquanto a mediana das previsões era de 150 mil vagas novas no mês. A taxa de desemprego subiu para 4,8%, acima da mediana das previsões de 4,6%. A reação imediata nos mercados internacionais foi alta nas Bolsas e queda nos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries).Ao final da manhã, contudo, cresciam temores em relação ao grau de desaceleração da economia norte-americana. Aqui, a produção industrial caiu 1,7% em junho ante maio, abaixo da estimativa mais pessimista (as projeções variavam de -1,20% a +0,10%, com mediana em -0,45%). Na comparação com junho do ano passado, a produção industrial também caiu (-0,06%), quando as previsões de mercado variavam de zero a +2,80%, com mediana em +1,5%. No final do pregão, o DI mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento para 2008, projetava taxa de 14,54% ao ano, ante 14,58% ao ano de ontem.

Agencia Estado,

04 de agosto de 2006 | 16h05

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