Juro futuro termina em queda, com influência externa

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou projetando taxa de 14,31% ao ano. Ontem, este mesmo contrato encerrou a 14,33% ao ano. O mercado doméstico de juros manteve hoje tendência de queda nas taxas, especialmente para ativos de prazos mais longos, favorecido pelo cenário externo, onde as bolsas de Nova York buscam sustentação no terreno positivo. O pano de fundo é a inflação mostrando-se mais contida do que as expectativas, por conta da desaceleração da atividade, confirmando quadro que vinha sendo trabalhado pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), e fazendo crer que a manutenção do juro básico nos EUA no atual patamar terá duração mais longa. Ao mesmo tempo, a combinação de dados de atividade divulgados hoje cedo reforçou a idéia de que a desaceleração será suave, desanuviando temores de um pouso forçado. O índice dos indicadores antecedentes da economia (Conference Board) referente a julho caiu 0,1%, enquanto os economistas previam alta de 0,1%. Ao mesmo tempo, o Federal Reserve da Filadélfia informou elevação para 18,5 no índice de atividade industrial em agosto (era 6 em julho). Subiu bem mais do que a previsão de 8, surpreendendo analistas. Após este dado, que suaviza o receio de desaceleração demasiadamente forte, as Bolsas em Nova York aceleraram a alta. Mais cedo, o número de pedidos de auxílio-desemprego mostrou queda de 10 mil, acima da previsão de queda de 1 mil. No Brasil, foi registrado superávit em conta corrente em julho de US$ 3,043 bilhões, recorde da série histórica iniciada em 1947. Outra novidade veio da Fitch, que elevou o teto do rating de 40 países, entre os quais o Brasil (neste caso, de "BB" para "BB+").

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